segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Adeus
Me diga um desses adeus imperdoáveis, se escondendo por trás da sua sombra, ameaçando desabar, rasgar os primeiros botões e gritar. Me diga, que essa falta não faz sentido, que foi amor fingido, curto demais. Lembre-se daquele trilho debaixo, muito mais abaixo a te empurrar acima das nuvens com um gemido incontrolável. Não toque mais nas lembranças, deixe-as finas escaparem por seus dedos em uma cortina de fumaça densa, pesada, vagar para longe dos seus olhos marejados, cansados. Perdoe a minha ausência, sem ausência alguma, por não ser pássaro a te esperar adiante sorrindo. Deixemos, mais uma vez deixemos. Por estar partindo sempre. E sei que acenamos juntos para o céu que chorava desesperado, quieto, soturno esperando a tua volta que nunca seria.
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