De todas as coisas dolorosas do mundo só me ocorre o vazio. Mergulho em mim mesma e no fundo nada encontro. Beirando a superficialidade e a falta de jeito me debruço nesse parapeito e me perco. Toda sensatez e reserva são rastros de um passado incomensurável que a mim já não pertence. Quero a certeza e a lógica de volta, quero meu eixo, meu apoio, quero a mim mesma ilimitadamente. Bonito seria os teus olhos nos meus e a certeza de que quando eu emergisse novamente estaria lá me esperando com abraços, sorrisos e pouca reprimenda, pois sou criança errante, carente do vosso afeto.
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