O vento vem e se vai levando um pouco do que ficou, apagando os borrados aos poucos, levantando poeira e fazendo sujeira. Me despeço todo dia um pouco, vai ficando o que tem que ficar e para longe a mudança vai, para perto ela vem. Corro meus dedos pelas coisas que ainda tenho tentando me fincar no meu lugar para não ser levada junto nessa imensidão de estar e não estar. Crio o que tem que ser criado ou tento, me elaboro e reelaboro, me construo, desconstruo e aguento mais um dia, todos os dias.
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